Mão de Baraka
Um símbolo que atravessa culturas, religiões e épocas.

A minha prática curatorial desenvolve-se a partir de uma abordagem interdisciplinar. Interessa-me explorar as relações entre arte contemporânea, história, território e sociedade, interrogando narrativas estabelecidas e os modos como construímos e transmitimos identidades, memórias e sistemas de representação. A dimensão social e política da arte ocupa um lugar central nesta investigação, particularmente pela sua capacidade de desafiar estruturas de poder, discursos dominantes e convenções institucionais.
O encontro com os artistas e a descoberta dos seus universos criativos constituem uma parte essencial desta prática. Valorizo a proximidade, o diálogo e o acompanhamento dos processos de criação, procurando estabelecer relações de confiança e cumplicidade intelectual que permitam desenvolver novas possibilidades de reflexão e experimentação.
Através do diálogo entre práticas artísticas, contextos culturais e diferentes campos do saber, procuro desenvolver projetos que estabeleçam ligações críticas entre o passado e o presente. Entendo a curadoria como uma prática de investigação e reflexão crítica, capaz de confrontar perspetivas, suscitar novas interpretações e promover outras formas de participação e produção de conhecimento.